sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Feliz 2008!


What a Wonderful World
Joey Ramone
Composição: Louis Armstrong

I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I say to myself
What a wonderful world

I see skies of blue and clouds of white
Bright sunny days, dark sacred nights
And I think to myself
What a wonderful world

The colors of the rainbow are so pretty in the skies
Are also on the faces of people walking by
I see friends shaking hands saying
How do you do?
They´re really saying
I love you

I see babies cry, I watch them grow
They´ll learn much more than I´ll ever know
And I think to myself
What a wonderful world
Yes, I think to myself
What a wonderful world

And I say to myself
What a wonderful world




God Only Knows
Beach Boys
Composição: Brian Wilson/T.Asher

I may not always love you
But long as there are stars above you
You never need to doubt it
I'll make you so sure about it

God only knows what I'd be without you

If you should ever leave me
Though life would still go on believe me
The world could show nothing to me
So what good would living do me

God only knows what I'd be without you

God only knows what I'd be without you

If you should ever leave me
Well life would still go on believe me
The world could show nothing to me
So what good would living do me

God only knows what I'd be without you
God only knows what I'd be without you
God only knows
God only knows what I'd be without you
God only knows what I'd be without you
God only knows
God only knows what I'd be without you

Balanço 2007

Pois é... e mais um ano que passou e sei que é um meio lugar comum o que vou falar, mas cada ano que passa está passando cada vez mais rápido. É engraçado isso! Quando era criança, um ano novo demorava uma eternidade pra ... E agora quase não tenho tempo pra contemplar esse momento. Mas beleza... não vou reclamar. Acho que isso é parte do preço que pagamos por nosso amadurecimento, mas acho também que não podemos apenas correr. Saber que a velocidade das coisas aumentou pra gente é uma coisa, mas devemos saber também as horas que precisamos parar pra refletir e colocar a cabeça no lugar.

E 2007 acredito que foi um ano em que mais do que nunca eu tive que trabalhar a velocidade das coisas e o tempo que preciso pra mim. Creio que foi um dos anos mais complicados em todos os campos da minha vida. Um ano que apesar das conquistas alcançadas, acredito que o que levo muito mais as lições aprendidas.

O capítulo que a Clau e eu escrevemos foi publicado, terminei minha IC com uma boa dissertação e conclusões interessantes, fechamos um pacote para fazermos um linda festa de formatura no ano que vem, mudei para um condomínio melhor no início do ano, além de conseguir meu carro, que apesar de ter comprado em 2006, 2007 foi o ano que realmente tive que utilizá-lo bastante. Mas tudo isso rendeu muito mais trabalho que o esperado, a mudança teve várias complicações, tive que aprender a ser uma pessoa mais paciente no trânsito e com as pessoas no caso do livro. Além disso, só Deus, meu anjo da guarda, meu mentor espiritural, meu orientador e eu sabemos a que custo e sob que condições essa dissertação de IC foi escrita e todos erros que cometi e que me arrependo bastante. Fora todos os problemas que enfrentei junto com a comissão de formatura em relação ao pacote escolhido, à quantidade de formandos aderidos e o relacionamento entre a própria comissão.

Mas se passei por todas provas, mesmo com os erros cometidos e com as derrotas que tive, sei que saio mais forte desse ano. Pois tudo que aprendi dentro dessas adversidades, a persitência que aprendi a ter, a fé nos outros que aprendi quando aumentar... tudo isso me faz agora mais forte. Esse ano de 2007 foi o ano do porco no zoodiaco chinês e costuma ser difícil, pelo menos pra mim. Uma espécie de purificação e amadurecimento para um novo tempo. E assim que me sinto, preparado pro ano que vem. E preparado principalmente porque as lições, que me prepararam, eu não tive sozinho, eu estava acompanhado de meu amigos. E quantos amigos só fiz apertar ainda mais os laços! Fora as novas pessoas que conheci e que já tem um espaço especial em meu coração. Além de minha família que esteve do meu lado a todo tempo, compreendendo inclusive minhas ausências.

Eu só tenho que agradecer muito a Deus por toda oportunidade que tenho! E espero ser digno de tanto amor que recebo das pessoas próximas a mim.

Vou pra praia pra dar tchau a 2007 e receber 2008 com banho de mar (faz tempo que não faço isso no ano novo!). E que venha 2008, o ano do rato e, espero eu, o ano do tri!

Muito obrigado a todos que estiveram comigo esse ano! E espero continuar próximo de todos sempre!

Até Quando Esperar???



Até Quando Esperar
Plebe Rude
Composição: André X/Gutje/Philippe Seabra


Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição

Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração

Até quando esperar

E cadê a esmola que nós damos
Sem perceber que aquele abençoado
Poderia ter sido você
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração

Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus
Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus

Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos
Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos

Sei que o natal passou, mas preciso escrever sobre isso

Tudo bem... o natal já passou, mas minha revolta ainda não. Infelizmente vejo cada vez mais deturpada a interpretação que as pessoas têm sobre essa data. Essa data hoje é vista como dia de extravagâncias, gastos mais altos, luxos e gula... CARAMBA! Será que as pessoas não vêem que isso tá muito longe do que essa data realmente simboliza?

Um grande amigo meu me disse que ultimamente vemos menos presépios nas decorações de natal dos grandes shoppings e do comércio em geral. A princípio não sabia se concordava ou não, mas depois vi que ele tinha total razão. Mas o pior mesmo foi o que vi quando procurava presépios pelos estabelecimentos da cidade, vi um presépio onde só figuravam José, Marie e o menino Jesus, até aí tudo bem, mas a manjedoura, o berço e as vestes dos três ou eram de ouro ou possuíam detalhes dourados... pra mim fez total sentido a cena com só os três, pois os presentes dos reis magos seriam puro puxassaquismo, uma vez que essa criança já dorme em ‘berço de ouro’ e as pessoas que acompanhavam e os animais também não poderiam estar ali acompanhando o nascimento do herdeiro de algum reino da Terra. Aliás, essa família reduzida também lembra muito a constituição das famílias atualmente. Parece bobagem, mas isso é um grande indício do esquecimento que as pessoas têm sobre o que é o natal, sobre o que foi o nascimento de Jesus, o que significou ele ter nascido naquelas condições difíceis, o que significou a sua passagem pelo mundo.

O natal é a celebração do nascimento do grande mestre! Daquele que nos ensinou a viver pelo outro, pela caridade, pelo amor ao próximo. Que nos ensinou a perdoar, mesmo as ofensas mais graves. Que nos mostrou que devemos viver para fazer o bem sem esperar que o bem seja feito a você, sem esperar recompensas. Nos ensinou a viver em paz com nossos irmãos, pois isso é que faz o Pai feliz. No natal, além de celebrar Jesus, temos que celebrar principalmente suas lições e segui-las sempre, não somente neste período, senão, de nada adiantará lembrar sua figura.

Sendo assim, bom natal a todos sempre! Sigamos os passos do mestre, não para fazer um mundo melhor, mas para fazermos de nós pessoas melhores, pois essa é a primeira coisa do mundo que podemos arrumar, mas nós esquecemos ou ignoramos e já vamos querendo mudar as outras pessoas.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Um feliz natal atrasado... =)


Feliz Navidad

Feliz Navidad
Feliz Navidad
Feliz Navidad
Prospero Año y Felicidad

Feliz Navidad
Feliz Navidad
Feliz Navidad
Prospero Año y Felicidad

I wanna wish you a Merry Christmas
I wanna wish you a Merry Christmas
I wanna wish you a Merry Christmas
From the bottom of my heart

We wanna wish you a Merry Christmas
We wanna wish you a Merry Christmas
We wanna wish you a Merry Christmas
From the bottom of our heart

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Palavras de incentivo!

Olha, galera, tá em inglês, mas a mensagem é bem clara! =)

Acho que vale a pena pra ficar inteligente abrir mão de carne bovina e só beber de vez em quando! E claro, seguindo os outros passos sugeridos! =D

(grifos em negrito nossos)

Chocolate and sex can boost brain: Study

December 03, 2007 12:07 ISTLast Updated: December 04, 2007 11:46 IST

Forget crosswords. If you really want to boost your brain power, eat dark chocolate, consume cold meat and have plenty of sex, if possible every day.

A team of international researchers has carried out a study and found that while dark chocolate and plenty of cold meat for breakfast boost grey matter, sex keeps the brain fit in later life, the Daily Mail reported.

According to the study, those wishing to improve their mental ability should also avoid smoking cannabis, watching soap operas and hanging out with those who moan.

Instead, cuddling a baby, cheating at homework, reading out loud and doing a business degree can boost their mind power. The theories of the researchers are contained in the book Teach Yourself: Training Your Brain.

"What we eat and drink, how we learn at school and what type of moods we have are all crucial. People can make lifestyle choices that will constantly increase our cognitive capacity throughout our adult lives. Mix with people who make you laugh, have a good sense of humour or who share the same interests as you, and avoid people who whinge, whine and complain, as people who are negative will make you depressed," the book's author and one of the researchers, Terry Horne, was quoted as saying.

The book also contains mental exercises and radical thinking on how diet, the environment, stress and other aspects of modern life affect our mental capacity.

The researchers have claimed that sex has a very positive impact, listing seven chemical reactions the brain undergoes during intercourse which actually helps in improving its functioning ability.

The books says that sex raises levels of oxytocin or the 'trust' hormone which increases a person's readiness to think of novel or risky solutions to a problem.

Elements in dark chocolate also prove to be beneficial. Magnesium and antioxidant chemicals increase the supply of oxygen to the brain and reduce the chances of brain damage through a stroke.

Ditching a low-fat diet is also recommended to boost performance.

The book suggests a breakfast of eggs, fish or cold meat, a lunch of protein-based foods such as oily fish and dark green vegetables, and carbohydrates for dinner -- but not caffeine, alcohol or red meat. Children should not do homework on their own -- minds function better when working with parents or classmates, according to the researchers.

The book also says that speaking in front of a class helps pupils because of the repetition involved. And adults can boost memory by counting aloud to 99 in threes as fast as they can.

The researchers have recommended that readers should seek a concept known as BLISS -- Body-based pleasure, Laughter, Involvement, Satisfaction and Sex -- which all enable the mind to perform well.

http://in.rediff.com/news/2007/dec/03study.htm

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

...?

Volta o Leão arrependido
Com suas orelhas tão fartas
Com seu osso roído
E com o rabo entre as patas

(repetir por 366 vezes durante o ano de 2008)

Laços

Tem coisas que não tem como explicar pela razão. A gente faz algumas coisas só porque a gente sente que vai fazer outra pessoa feliz, mas a gente não encontra explicações pela razão, explicações que nos levariam a entender o porquê que é tão importante ver outra pessoa feliz, na verdade não sei nem se existem explicações de fato.

A gente não entende o que nos deixa feliz, mas esse é a graça, não saber, a gente só sente e isso nos faz bem. Uma tietagem inusitada, passeios de última hora, uma conversa franca, uma conversa necessária, um cafuné... Simplesmente a gente sente que é necessário e faz...

Às vezes isso que a gente sente passa por provas, por momentos que nos distanciamos, por nossas distrações, por nossos receios, mas a verdade é que é difícil que algumas coisas deixem de ser sentidas.

E isso que sentimos e que fazemos só fortalece a nossos laços com a pessoa, seja esse laço de que ordem for...


Laços*




* Vencedor do concurso de Curtas Project Direct, organizado pelo YouTube.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Hipocrisia, eu quero uma pra viver!

Esses dias, eu vi uma notícia muito interessante naquele jornalzinho Destaque (tipo Metro, aliás, um concorrente deste). Foi dito que a família brasileira gasta mais em CPMF do que em itens da cesta básica, como arroz, feijão, leite. Aliás, diz que chega a ser 10 vezes mais o valor gasto com a CPMF, segundo dados da Fecomercio-SP.

Vá lá... os dados estimam que a família brasileira gasta cerca de 40 bilhões de reais com CPMF. Isso quer dizer que esta família fez circular em contas de banco uma quantia que pode chegar a mais de 10 trilhões de reais!!! Caramba! O que daria aproximadamente 50 mil reais por ano pra cada brasileiro! Sendo assim, cada um gastaria por volta de 190 com a CPMF. Se pensarmos em uma pessoa que faça suas refeições nos restaurantes Bom Prato do Estado de São Paulo, essa pessoa faria apenas 190 refeições.

Claro que a grande maioria dos brasileiros nem sabem o que seria ter 50 mil reais por ano no bolso e duvido que, se tivessem essa grana, estariam reclamando de pagar 190 reais pro governo todo ano. Claro, também, que fiz uma conta bem arredonda pra cima. Mas fiz isso pra mostrar quão ridícula é a tabela montada pela Fecomercio. 40 bilhões de reais é o que governo arrecada com CPMF, não o que o governo arrecada apenas com a família brasileira.

É claro que se faz esse tipo de montagem de informação pra formar a opinião pública contra o governo e a prorrogação do imposto, mas faz as pessoas esquecerem que elas são pouquíssimo lesadas por essa contribuição, 0,38% sobre a movimentação bancária não é o que deixa as pessoas mais pobres hoje, ou faz com que elas não comprem o feijão do mês.

Quem realmente paga muito esse imposto é quem tem mais dinheiro, é quem paga a Fecomercio, por exemplo, pra fazer esse tipo de estudo ridículo! Agora duvido que com o fim dessa contribuição, como foi decidido ontem pelo senado, o empresariado gaste a economia que farão e pra criar novos empregos.

Não estou aqui fazendo um discurso a favor da CPMF. Apesar de achar que fará grande falta, não admito a “mudança” de opinião do Presidente em relação a esse assunto, depois que saiu de oposição para situação. Aliás, meu discurso é contra isso, a hipocrisia! Chega! Tá embaçado viver assim!

Parodiando Cazuza, nossos político, empresários, galera da imprensa devem tudo cantar assim:

Hipocrisia, eu quero uma pra viver!

Realmente, tá ficando complicado viver nessa sociedade em que só a mentira fica no poder. Será que teremos que cantar esse refrãozinho também pra ser feliz?

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Prédios da FFLCH

E começa mais uma novela dentro da USP: a reforma dos prédios da FFLCH. Ah... e é novela mesmo, pois novela tem um drama, um suspense que será levado até o último capítulo. E é assim que começamos a reforma lá, o projeto foi aprovado, mas a grana liberada não cobre os custos de um dos prédios que serão construídos, justo o prédio os será dedicado um espaço para que todos os centros acadêmicos da FFLCH fiquem acomodados.

A novela começa na verdade um pouco antes disso, começa quando no projeto essa concentração dos CAs fica definida. Protestos foram feitos, pois os diretores dos CAs não concordavam com isso, diziam que cada CA deve ter seu espaço próprio, um espaço estudantil único. Mas aí é que tá... o que definimos por espaço estudantil?

Sei que é necessário que exista um espaço para que os Centros Acadêmicos se organizem, mas não entendo que uma sala não seja suficiente espaço para isso. E nem me venho com esse papinho de espaço de convivência, pois todos sabem que no espaço de convivência da Letras só ficam as pessoas ligadas ao CA e quem não é a favor da direção não é bem visto por ali. Espaço estudantil de verdade é sala de aula, quando a gente quer ficar com nossos amigos conversando, nós ficamos enfrente aos prédios ou vamos pra outros lugares (o Rei e o San Raphael sabem bem disso!)

Mas enfim... depois de aprovar goela abaixo essa decisão, a direção da FFLCH deixa no ar a possibilidade de não construir justamente esse prédio. Fica aí a expectativa para os próximos capítulos desta emocionante novela!

Saldo bem negativo

O ano político estudantil da USP termina com as eleições para o DCE apontando para um saldo negativo. Durante todo esse foi dito por diversas vezes que o Movimento Estudantil estava se renovando e isso é verdadeiro de um ponto de vista. Nesse ano, PSTU e PSol ocuparam o lugar que o PCO e PC do B tinham junto aos estudantes. Tivemos na verdade uma troca de poder.

A chapa que venceu as eleições para o DCE se chama ‘Vez e Voz’ e é comandada pelo PSol. Ela usou e abusou da Ocupação para se promover, não chegou a afirmar que a participação de seus integrantes foi fundamental para a mobilização naquele momento, mas diz que vai trabalhar para assegurar todas as conquistas.

A chapa que ficou em segundo é dos golpistas do PSTU e se chama ‘Nada será como antes’, dá vontade até de rir, pois parece piada o nome ser assim. Esses sim se consideram grandes heróis daquele papelão todo, reivindicam pra si os louros das vitórias conquistadas, mas ninguém até hoje conseguiu dizer exatamente o que mudou. Deve ser porque nada mudou. Essa corja já se apossou de vários centros acadêmicos e por pouco não pegam o DCE também. O plano de conquistas de poder dentro do ME é simples e passa por acabar com a democracia, pois a divulgação de assembléias para definição dos rumos políticos do movimento não existe.

A princípio fiquei tranqüilo que esses Entre Tantos não tinham vencidos, mas logo minha preocupação voltou, pois me lembrei quem é a galera do PSol. A galera do PSol fez acordão nas eleições do CAELL dizendo não se opor aos resultados obtidos na urna e nem a forma anti-democrática que as eleições se conduziram, caso eles tivessem em troca a indicação única de um de seus membro pra as eleições de RD (representante discente). E foi exatamente nesses termos que tudo rolou e ainda continua rolando, pois a princípio a direção do CAELL teve que voltar atrás com esse acordo e fazer eleições descentes para RD após as eleições pro DCE, porém as eleições passaram e nada novamente foi divulgado e alguém da trupe foi incluído do mesmo jeito na vaga.

Fico preocupado realmente com tudo isso, pois já acho que o ano de 2008 pode ser marcado por mais um ano de Ocupação, talvez para eles garantirem o Todinho entregue em cada apartamento do CRUSP. Aliás, falando em CRUSP, a grande questão para essa chapa foi a permanência estudantil. Permanência estudantil, você deve entender como que os alunos fiquem o tempo que acharem certo dentro da Universidade. Eles querem que o tempo que o aluno pode ficar nos apartamentos aumente, quer que o tempo para cursar aumente, querem é na verdade ficar aqui pra sempre!

Como é que pode isso? Pra que se quer tudo isso? Meu, um aluno comum que cursa todos suas matérias regularmente não vê a hora de passar pra próxima etapa, seja um mestrado, seja o ingresso na vida profissional. O que será que quer essa corja aqui? Eu digo, eles querem dinheiro, eles querem mais adeptos e eles querem ficar bem tranqüilos, sobrevivendo sem gastar nada!

A permanência estudantil só favorece mesmo aqueles que não entram na Universidade pra estudar, entram simplesmente para fazer política. E por que eles querem fazer política dentro das Universidades? Porque os Centros Acadêmicos mais o DCE podem gerar uma renda muito superior a que eles conseguem via governo. Só pra ter uma idéia o CA da Letras tem uma verba de aproximadamente de 72 mil reais e um partido como o PSTU consegue pelo fundo partidário 190 mil reais, ou seja, mais que um terço da receita deles, eles podem obter desviando dinheiro do nosso CA. Agora, quem duvida que exista desvio? Se você duvida, não me peça pra provar que eles tiram dinheiro de lá, explique você onde é que está essa grana, pois ela não está no caixa.

É vergonhoso tudo que acontece lá dentro e, por omissão da maioria, isso vai se repetir durante muito tempo. Política de permanência estudantil, o caramba. Isso é safadeza pra nego ter onde comer e dormir e não precisar se preocupar. Sábios é o pessoal da USP Leste, lá não existirá CRUSP, lá será dada uma verba para que o aluno se vire e consiga uma república pra ele. Assim, chegando ao fim do período de recebimento do benefício, o COSEAS não tem que esquentar a cabeça pra tirar vagabundo dos apartamentos.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Tempo bom...



Sim! É um nerd que ao piano. Mas tudo bem, abstraiam o figura rara e concentrem-se apenas na música. São músicas do jogo Super Mario World! Quem é que nunca perdeu tardes tentando conquistar os mundos dominados por Bowser e seus Kopa Tropas no console do Super Nes?

As músicas presentes nesse vídeo me remetem muito a minha infância. As lembranças não foram só do video-game, mas de tudo que a cercou. Lembro do tempo que eu descia pra brincar de Corre-corre, Esconde-esconde, Stop, fora os jogos com bola (nessa época não era ainda fanático por futebol, acreditam que existia um ‘eu’ assim?). Lembro do primeiro jogo de Verdade ou Desafio e do clássico Beijo, Abraço, Aperto de Mão ou Salada Mista.

Lembro dos desenhos japoneses que estavam virando febre. Eu tinha dois grandes amigos nessa época, o Edu e o Guilherme que eram irmãos e moravam no mesmo prédio que eu. A gente passava tempo discutindo sobre os capítulos e montando os bonecos que ganhávamos.

E o video-game tem um peso especial em tudo isso e dispara sempre essas lembranças, simplesmente, porque sempre acabávamos no fim da tarde indo para o apartamento de alguém para jogar. Era febre na época e uma vez que se conhece os jogos é impossível não se amarrar.

A lembrança que guardo com maior carinho dessa época é a de quando ganho meu Super Nintendo. Lembro das tardes que eu ficava jogando não com meus amigos, mas com minha família. Minha mãe fazia alguma coisa bem gostosa pra gente comer e minha irmã, meu tio e eu ficávamos horas tentando descobrir os segredos das fases do Mario.

Tempo bom... =)

Simples

As pessoas mais interessantes são as mais simples também. Ontem, tive a oportunidade de falar com duas pessoas geniais e que fazem parte da história da Letras, Antonio Candido e Maria Aparecida.

O primeiro é extremamente conhecido no meio acadêmico por seus inúmeros estudos sobre a literatura brasileira. A professora Maria Aparecida é mais conhecida pela galera da Lingüística. Fui incumbido de convidá-los a receber homenagens em nossa colação de grau: o professor Candido como Patrono e a professora como homenageada da Lingüística.

A professora ficou surpresa com o convite e aceitou para minha felicidade, uma vez que foi para ela o meu voto em quem deveria ser homenageado do departamento de Lingüística. Fiquei feliz também por ela ter me reconhecido pela voz, acho legal quando os professores estão abertos a fazer amizades com os alunos. O professor Candido não aceitou o nosso convite, disse que a idade já não permitia a ele tal maratona. O professor foi o Patrono na última formatura e disse que, como ele faz questão de cumprimentar a todos, quase foi parar no hospital ao fim da cerimônia, pois ficou bem cansado.

Antonio Candido e Maria Aparecida, simples como todo o que há de bom na vida é!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

E hoje em dia, como é que se diz: “eu te amo”?

O amor parece ser banal em nossa sociedade que tem como deus o dinheiro. O importante não é amar, é fingir amar. Mas ao fingir amar é preciso se entregar inteiramente ao prazer, é preciso que o outro acredite no amor, é preciso que você mesmo acredite nesse amor.

Ao fingir esse amor, tentamos conquistar nossos objetivos, pois a pessoas que fingimos amar pode nos ajudar nisso. Dinheiro, poder, prazer, afeto, simplesmente alguém pra chamar de seu... As pessoas não procuram muitas vezes o outro, não procuram cuidar do outro, perceber as necessidades que o outro também tem. O importante é se sentir bem e ao menor sinal de um se sentir mal, as pessoas pulam fora. E pulam fora, simplesmente, porque a busca nunca foi em viver bem com o outro e se entregar de fato, de coração; a busca sempre foi por uma condição melhor para si.

Me chamou muito a atenção alguns relatos que a jornalista Mônica Veloso adiantou para imprensa e estarão na íntegra em seu livro, O poder que seduz. Eu não sei, mas vocês acreditam sinceramente no que ela diz: "Parece bobo, piegas, como uma adolescente falando, mas o fato é que amei o Renan loucamente, como jamais pensei ser capaz. Amei com a alma, com tudo que há de mais puro no meu ser”. (Os trechos apresentados foram retirados da coluna de Mônica Bergamo para a Folha de São Paulo)

Será que estou muito incrédulo? Não me digam que penso isso porque não acredito mais no amor, pois é bobagem. Amo e sei o que é amar, e o fato é que não consigo visualizar isso nessa mulher. Me digam: quem se aproveita de um amor para posar para Playboy, lançar livro, para se promover, cobrar altas pensões, cobrar pelo silêncio? Que tipo de pessoa se presta a isso? Na minha opinião, é alguém que não ama.

Parece que Mônica viu o fracasso de sua Playboy (fracasso de vendas, pois de visualizações acho que foi recorde, principalmente no Planalto Central) poderia colocá-la em um eterno esquecimento, então, resolveu lançar esse livro que mais parece um diário de adolescente, literatura barata que ainda faz um desserviço ao sentimento maior que uma pessoa pode sentir por outra.

A colunista Mônica Bergamo que publicou os trechos em sua coluna para Folha de São Paulo faz uma seqüência interessante de recortes para o anúncio da gravidez e a reação do senador: “Carregava no ventre o resultado de meu amor (...) ele entrou em pânico (...) Eu não acreditava que o homem que eu chamava de docinho, agia daquela forma.”

Será que é docinho a forma que dizemos hoje em dia, “eu te amo”? Ou “é vamos dar uns pegas, gatinha!”? Como disse Renato Russo em show da Legião Urbana em 1994, no Rio. O trecho que segue após o anúncio da gravidez, ela teima em dizer que o amou: “Pela primeira vez, percebi que o amor era lindo, mas a política, para ele, era tudo." Parece que Mônica Veloso realmente acredita nesse falso amor! E agora ela quer nos convencer disso também.

Como diz um pagode do Fundo de Quintal: “Quando a gente alguém se dá sem medo / Abre o coração, não tem segredo.” E eu acredito que alguém que realmente queira se entregar a outra, que acredita que a outra estará sempre ao seu lado, que não quer ter segredos, que não que em nenhum momento cobrar nada, além do amor, não tem esse tipo de atitude: “Para me precaver, gravei algumas conversas que tivemos durante a gravidez.”

Não quero inocentar o Renan de nada, não. Apenas quero pensar o quanto que as pessoas agem como a nossa cara Mônica Veloso. Às vezes em proporções bem menores, com ambições diferentes, as pessoas fingem um falso amor apenas para conseguir algo que falta a elas.

E não penso apenas no amor no caso de um casal, mas em todo tipo de amor. Penso, em todas às vezes que as pessoas se aproveitam dos sentimentos dos outros para conseguir coisas em benefício próprio. Chega de nos aproveitarmos dos outros!

Aconselho a todos a fazerem essa reflexão. E convido a fazer algo que será muito diferente para alguns: pensar um pouco no próximo, em como ajudá-lo; às vezes é apenas necessário se fazer presente, simplesmente pra mostrar que há alguém que se preocupa com ele.

Tentemos.

domingo, 25 de novembro de 2007

E estamos aqui pra mudar

Nada É Impossível De Mudar
Bertolt Brecht

Desconfiai do mais trivial ,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.

http://www.culturabrasil.pro.br/brechtantologia.htm#Nada%20É%20Impossível%20De%20Mudar


Brigado, Néia!

Lost???

A vida acadêmica é a que quero pra mim, simplesmente curto muito tudo o que há nela (mentira... tem os prazos e esses eu não curto muito não...) e as possibilidades que ela te traz. A última coisa boa que a vida acadêmica me trouxe foi a apresentação no SIICUSP (Simpósio Internacional de Iniciação Científica da USP). A coisa boa que falo aqui não é o fato apenas de fazer uma comunicação sobre minha IC (Iniciação Científica) e receber um certificado disso, não que isso não seja bom, aliás, é ótimo. Mas o que eu gosto mesmo desses simpósios é a possibilidade de conhecer lugares novos ou pessoas novas (até porque nem sempre é possível conhecer lugares novos em simpósios, uma vez que parte deles é realizada que aqui na Cidade Universitária).

Dessa vez fui pra nova unidade da USP localizada na ZL de Sampa – vulga Zona Leste de São Paulo. É uma pena que não temos governantes sérios que acham que é muito legal colocar estudantes no meio de um canteiro de obras só pra conseguir votos se vangloriando por abrir mais uma unidade de uma universidade pública. A princípio, bate uma grande chateação por ver colegas naquela situação lamentável. Depois que você conhece a galera de lá, você acaba se revoltando mais, pois descobre os absurdos cometidos nas construções, o projeto original da arquitetura dos prédios que foi rasgado e tudo mais. Só pra ter uma idéia do que quero dizer: uma caixa d’água foi construída um pouco distante do local do projeto original, e no novo local que ela estava não trazia nenhum prejuízo no abastecimento do único prédio a que ela servia. Daí, um projeto de engenheiro (aluno da Poli) bateu o pé e deu piti até a caixa ser construída no local que ele achava que era devido e no local da antiga ficou um chafariz. Mas não é um chafariz todo bonitinho, é uma das coisas mais bizarras que eu já vi na minha vida. Ele era feito de ferro! Como é isso? Como uma coisa que fica em contato com água direto é feito de ferro? Nem preciso dizer que a ferrugem já tinha tomado toda essa obra da arquitetura uspiana. Me lembrou muito aquele negócio de quando se faz uma comida que não dá muito certo, aí a gente vai lá coloca mais água pra ver se ainda vira uma sopa, ou joga um queijo e manda pro forno pra ver no que dá... Como diria minha vó: “a emenda ficou pior que o soneto”.

Mas tudo bem! Nem tudo é problema no mais recente campus da USP. Aliás, lá vi muito mais vantagens do que desvantagens. E por incrível que pareça uma das maiores vantagens está na estrutura que essa unidade tem. Apesar ser um canteirão, os prédios construídos são muito bons e muito bem equipados.

Eu, aluno da FFLCH, levei minhas transparências pra lá, pois pensei com meus botões: “eles nos jogam lá praquela unidade no meio do nada, só porque é humanidades... com certeza lá deve ter só algumas salas com projetor pra eu usar PowerPoint. Melhor garantir os exemplos nas transparências.” Quando perguntei pra moça, como eu fazia pra requisitar um retroprojetor em minha sala, ela conteve o riso, disse que não existia retro lá e que todas as salas tinham datashow. Fiquei incrível! Pedi pra ela se era possível eu utilizar algum computador para criar uma apresentação e contei com uma ajuda inesperada.

Mariana é o nome dela e serei sempre muito agradecido pela ajuda que ela me deu! Foi comigo a uma sala e, além de me esperar, me ajudou dando palpites nos slides que eu estava montando. Mari, de coração, e mais uma vez, muito obrigado!

Aliás, os alunos da Leste foram muito bons anfitriões e receberam a todos nós que fomos apresentar muito bem. Foi legal conhecer as particularidades de lá, o nome que dão pros prédios e ver o como eles pensam a USP e o espaço da universidade pública. Festa com cerveja lá é algo que – pelo menos por enquanto – não existe. Drogas se são consumidas lá, não ocorre de maneira tão na cara quanto aqui.

São muito politizados e ainda não receberam a influência dos partidos políticos (muito provavelmente isso não aconteceu pela falta de verba direta ao CA de lá... fato curioso esse, né!?). São politizados pelo próprio fato de estarem lá durante a construção da unidade e de serem as primeiras turmas. Todos sabem bem qual a função deles lá e não vi nenhuma arrogância lá pelo fato de carregarem o nome USP.

Achei lá tão legal que achei que lá não parece USP. E se eles são conhecidos como USP Lost, é simplesmente pelo fato de sua localização, que realmente é de difícil acesso. Pois perdidos mesmo somos nós que estamos nesse mar de lama de política estudantil e não podemos contar com uma estrutura mínima para nossos cursos.

Nota sobre a invasão

Pois é... ouvi o que imprensa tem falado sobre a invasão do Morumbi e eu gostaria de dar uma versão de quem participou da tal invasão.

1º - Não foi uma invasão. Falaram até que teve portão arrebentado! Isso tudo é mentira. O que aconteceu foi o seguinte, havia um portão aberto e todos entraram por ele, sem zona, quebra-quebra ou coisas do gênero. Depois analisando os fatos, vi que o pessoal do Morumbi estava recebendo mercadorias do Habib's e acabou vacilando ao deixar aberto um portão que dá acesso às arquibancadas. Então, não houve nenhum tipo de bagunça para entrarmos lá.

2º - Uma vez lá dentro, todo mundo procurou um local para se sentar e curtir o treino. Tinha família lá dentro e tudo estava correndo muito bem. Até alguns gritos pró-Brasil foram cantados. Só que deus uns 5 minutos que estávamos lá e veio a polícia pedir pra que nós saíssemos de lá, pois ninguém estava autorizado a ficar nas arquibancadas. Eles até nos perguntaram como chegamos lá e dissemos que foi pelo portão. Mesmo assim, pediram pra gente sair. O que acontece é que alguns torcedores ficaram muito putos com o fato de ter que sair e aí começaram a gritar "Uruguai", "Rogério Ceni" e tudo mais.

Acho o seguinte, já que estávamos lá dentro sem perturbar podiam nos deixar lá e só precisava impedir que mais torcedores entrassem. Até porque o treino não era fechado para torcedores, uma vez que os sócios do São Paulo podiam acompanhar.

Aí ficou uma puta de uma má impressão que tinha uma torcida de São Paulo que estava a fim de boicotar a seleção, o que é uma grande mentira. Eu estava com uma amiga e participei de tudo isso e fique chateado com bobagens que foram faladas. Até porque se fosse invasão assim, eu nem chegaria perto, até pelo fato de estar acompanhado dela.

Bom... fica aí a indignação das invenções cada vez mais comuns da imprensa brasileira.

Acontece...

O legal é quando acontece o inesperado, quando o que era improvável se torna realidade. A gente começa a pensar que muita coisa é possível quando essas coisas acontecem. E a gente fica feliz com o desfecho inusitado.

Dos mais inusitados, eu acredito que o virtual quando se torna real é um dos mais interessantes. Gosto de tudo aquilo que vivo empiricamente, posso tocar, abraçar, beijar... Mas há coisas que se passam numa outra dimensão, numa dimensão virtual, e como a experiência físico-fisiológica não é possível, ela parece menos empírica. No entanto, ela é tão real quanto a outra. É tão real que ela pode até passar para esse nível onde os sentidos humanos podem ser colocados pra funcionar.

E eu fico feliz com essas vivências que, antes não contavam com aparato do contato direto e apenas eram mediadas pelas línguas naturais em sua forma escrita nas mídias digitais, começaram a ter seu lado empírico mais forte! Josi e galera da off, bom ver vocês! =)

Ah... tá bom... tá bom... Eu deveria ser menos nerd e não teorizar uma coisa simples de se falar! Será que o Zé Moleza tem emprego pra mim???

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Processo e Produto

Eu acho que sou mais feliz quando estou fazendo alguma coisa do que quando essa coisa está pronta. É muito bom ver o resultado de seu trabalho! Dá uma sensação incrível de dever cumprido, principalmente quando você se esforçou muito para que tudo dê certo.

Mas não consigo esconder que quando estou no processo de execução de um projeto, eu sou mais feliz do que quando o mesmo termina. Pois é nesse momento que você está envolvido com o trabalho, você tem que criar, é nessa hora que você consegue desenvolver todo seu conhecimento. É aí que você tem o momento de EURECA!

O processo de criação é fascinante. Fora que quando você está fazendo um trabalho você se envolve com coisas novas, faz descobertas, pode conhecer pessoas interessantes, passa por momentos incríveis. E é isso que eu gosto mais. Quando você vê o produto pronto dá uma sensação ótima, mas mais dá saudade de tudo que passou.

E gostar mais do processo só me faz ser mais firme quanto às minhas convicções teóricas e acho que tudo o que eu estudo e acredito é o caminho mesmo que devo seguir, pois eles completam o que sinto.

A vantagem que vejo em gostar mais do processo do que do produto é a de você não querer parar nunca, pois se você se encostar muito nos resultados já conquistados, pode esquecer-se de buscar novos projetos e trabalhos pra fazer.

Por isso sou muito mais processo que produto. A verdade é que gosto mais da bagunça que o processo pode trazer também! =D

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Cadê o Baiano?

Pra mim, é impossível ver e rever o filme Tropa de Elite e não ficar ligado e revoltado! Quem não conhece os tipos lá descritos? Quem é que nunca teve a vontade de ter a mesma atitude do Matias nessas passeatas de protesto quando morre gente mais abonada financeiramente? A violência não é solução para nada, mas admito que se segurar não é fácil nesse tipo de situação.

O filme coloca cada coisa em seu lugar. Dependente químico, o inferno. Maconheiro é também sócio de traficante, sim. Será que as pessoas não pensam que para fumar um cigarrinho do diabo tem criança trabalhando pra traficante? Toque de recolher no morro pra carregamento da carga de droga? Não pensar em tudo isso é puro egoísmo de quem dá um tapa no cachimbo da paz. Mas não os condeno sozinhos por isso, já que vivemos hoje num mundo onde o egoísmo é o principal fator que rege as pessoas.

A hipocrisia das ONGs mantidas por traficantes também foi exposta. Isso é fundamental, pois se o pessoal do morro, que é obrigado a conviver com aquilo e acaba usufruindo dos trabalhos realizados, pode acabar, de certa forma, romantizando os bandidos, fora do morro, não pode existir essa mesma imagem de traficante que está aí querendo fazer um Brasil melhor e com mais justiça social. Esse é um dos métodos que o tráfico tem para comprar a população das favelas e fazer com que o trabalho seja realizado com mais tranqüilidade.

Colocar isso em debate foi de uma coragem muito grande do diretor. Acabar com imagem de bonzinho tanto do drogado quanto do bandido que tem consciência social foi ápice do filme para mim. Mas tenho dúvidas que quem tenha assistido ao filme tenha pensado nisso realmente. As pessoas se ligam mais na violência e principalmente nessa violência sendo engraçada. Aí piadinhas surgem: “cadê o Baiano?” e lá vai um pedala no amigo; “Vai pro saco!” em tom de zoeira pra quem ta te enchendo. E não nego que faço esse tipo de zoeira também! Só que refletir sobre o que foi visto é essencial.

O BOPE não deve ser visto como o grupo de soldados heróis da pátria. Aliás, eles surgiram por uma situação de corrupção que existente. Eles foram gerados por toda violência que sofre aqueles que não querem fazer parte dessa zona. Eles agem com toda violência que uma guerra impõe. Eles são o escape para evitar que o sistema vá de vez para a mão do tráfico. Ao mesmo tempo em que eles livram, em parte, a sociedade dos traficantes, eles reproduzem uma série de crueldades, pois foi delas que essa facção da polícia do Rio surgiu.

Não podemos fechar os olhos para toda sacanagem que é feita. Temos que dar um basta na corrupção, e o basta tem início em nós dizermos não e contrariar aqueles que ainda querem entrar pra toda essa mutreta!

A verdade é que a fala do Capitão Nascimento sobre os tipos de policiais que existem serve perfeitamente para definir os tipos de pessoas que temos hoje em nossa sociedade, uma vez que eles são apenas um reflexo. Existem os policiais que se corrompem, os que ficam indiferentes e os que não aceitam a lama e vão pra guerra. O tiro final do Matias não é apenas um tiro na cara do Baiano, é um tiro em cada um que está assistindo ao filme, um tiro pra te fazer pensar que tipo de pessoa você é ou vai querer ser: a que abraça toda essa zona, a que fica indiferente e deixa o barco correr ou a que vai pra guerra por não aceitar todo esse lixo?

Eu já to na guerra!

(Ah... e quem não assistiu, vá assistir e vá ao cinema assistir. Não faça isso pelo cinema nacional só, faça por você mesmo. Já vi as duas versões e digo que a do cinema é mil vezes melhor. Sério mesmo! E quem só viu no Piratão vá ao cinema também, cambada de vagabundo!)

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Herança maldita

No início deste ano, o sucateamento do ensino superior do estado de São Paulo ganhou mais um capítulo: os famigerados decretos do recém-empossado Serra. O caro senhor resolveu institucionalizar a maior atenção que os cursos conhecidos como mercadológicos (engenharia, economia, relações internacionais etc.) já recebem, colocando de vez em segundo plano os cursos como os de geografia, letras, filosofia etc. Além disso, o decreto diminuía a autonomia das Universidades Estaduais quanto aos gastos.

Diante dessa situação, os alunos começaram uma grande mobilização com debates, assembléias, panfletos. A discussão sobre os decretos de Serra foram aumentando e a insatisfação que todos sentiam com as decisões impostas pelo Governador começou a gerar várias manifestações, e uma delas foi a carta que seria entregue à Reitora, onde os alunos pediam a posição oficial que USP teria diante dessa nova ordem imposta pelo estado. A “tia” Suely não quis muito papo com os alunos e deu três bolos em encontros marcados com o Movimento Estudantil. No terceiro, a paciência esgotou e os alunos resolveram ficar na reitoria até que esse assunto fosse resolvido.

Assim começou a Ocupação. Foram necessárias mais uma assembléia e muita discussão para que a USP tivesse uma assembléia histórica em frente à reitoria com mais ou menos 3 mil alunos para aprovar uma grande greve de funcionários e alunos. O movimento estava forte, sólido, com objetivos claros e com muito apoio para seguir em frente. A sacanagem dos decretos tinha os dias contados. Mas a vida é uma caixinha de surpresas, como diria mestre Joseph Climber.

Os primeiros dias da Ocupação com greve foram tensos, pois havia o medo da entrada do Choque para reprimir o protesto. Logo, ajudas de instituições de fora da USP apareceram para tentar negociar um fim pacífico para ocupação. OAB, Deputados Estaduais e até o Senador Suplicy intervieram. Mas os alunos foram irredutíveis. Eles possuíam uma lista de reivindicações que não abriam mão de nada. A única possibilidade de sair da reitoria era com o cumprimento de todos os itens.

Esperar que a pressão feita apenas pela Ocupação fosse o suficiente, foi de uma inocência imperdoável do ME. Aliás, é imperdoável, pois tenho lá minhas dúvidas que isso foi produto de uma inocência. A verdade é que mesmo com a reintegração de posse e a ameaça do Choque, os alunos que encabeçavam a Ocupação estavam numa situação que parecia ser confortável a eles. Foi uma época de ‘laçar’ muitos bixos para compor o novo movimento estudantil. Foi o momento onde esses cidadãos se fortaleceram e, junto com os funcionários, buscaram no fim das contas benefícios para eles mesmos.

No fim, a Ocupação estava desgastada, tinha virado fim e não era mais vista como um meio para conquistas. A muito os alunos tinham que ter saído de lá e procurado por meios legais conseguir aquilo que era completamente plausível e era preciso mostrar à sociedade toda a grande sacanagem que se estava fazendo com as universidades estaduais. Ficar lá só desgastou a imagem dos estudantes. Quando minha família me questionava sobre o motivo de eu participar da Ocupação, eles desfaziam todo preconceito que tinham sobre o ME e das verdadeiras causas pelas quais estávamos ali. Mas não entendiam mesmo assim porque ainda permanecíamos com a Ocupação e eu respondia: eu também não!
Tudo que era possível com essa mobilização monstruosa ficou apenas como um sonho, uma ilusão. Não vou entrar muito em outras questões que foram determinantes para a derrota do ME, pois não é disso que quero falar agora. Mas eu precisava fazer esse histórico para mostrar que todo esse processo acabou deixando uma forma de fazer protesto muito ruim e que tem se repetido por diversas vezes em todo Brasil. Essa forma de protesto não é apenas copiada por universidades públicas, até em instituições privadas ela vem ocorrendo.

Ocupar uma reitoria é um dos últimos recursos que os alunos das universidades públicas possuem para chamar a atenção de quem está no poder. Sim! É um dos últimos recursos, pois paralisação e greve de aluno chamam a atenção de quem? Aluno não presta nenhum serviço público que venha a causar problemas à população, caso não seja feito. Quem vai se importar se os alunos da USP vão ficar até janeiro estudando porque ficaram fazendo greve? Mas se ocuparmos o prédio que comanda a universidade, a mídia vai cobrir intensamente e poder público terá que nos ouvir também.

Mas fazer uma Ocupação é uma atitude última para forçar uma negociação. De preferência, ela não deve ser usada. Só que agora virou festa da uva! Os alunos não querem mais saber, se há algum problema (e sempre há), eles já se articulam para ver como vão fazer para invadir uma reitoria e ficar lá acampados até que a lista de reivindicações seja aceita.

Os últimos casos de Ocupação são realmente preocupantes. Não estou aqui para dizer que aluno de instituição privada não deve protestar por seus direitos, e nem que eles devem aceitar toda sacanagem. Mas espera só um pouquinho: ocupar a reitoria dessas instituições é a solução? Caramba! Será que não existe nada mais inteligente a se fazer? Eu não acredito que seja esse o único meio desses alunos conseguirem o que querem. Tanto os alunos da Fundação Santo André quanto os da PUC recorreram a esse método de protesto.

E a violência em Santo André mostrou que esse tipo de atitude pode receber grande repressão por parte do poder público e privado. Muitos processos contra alunos e professores foram abertos, fora a pancadaria com a PM. Os alunos da PUC, por possuírem um status diferenciado, estão ainda negociando, mas a faculdade já possui um pedido de reintegração de posse do prédio. Vejo nesses dois protestos motivos que realmente fazem alguém com um mínimo de discernimento se revoltar, mas sinceramente não consigo ver algo que exija uma Ocupação. Eu sempre achei que boicote aos pagamentos era uma boa, ou será que não? Será que o pessoal consegue entender que daqui a pouco ocupar reitoria será tão banalizando quanto estudante fazer greve? E é para isso que estamos caminhando! Para a banalização de algo que é grave. Sim! Ocupar um prédio é muito grave.

Não me orgulho por ocupar o prédio da reitoria da USP, acho que não deve ser orgulho para ninguém. Posso me orgulhar de fazer parte de um processo que tentou diminuir o sucateamento do ensino público e teve como um dos últimos recursos a Ocupação. Mas o fato de persistirmos tanto nela acabou dando uma falsa idéia para o ME fora da USP: a de achar que esse é novo método de conquistas de reivindicações. Uma herança maldita é o que sinto que deixamos para o Movimento Estudantil de todo país.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

A Ocupação do CAELL

Galera da Letras, já que é para rasgar o estatuto, por que já não fazem eleições indiretas de uma vez? Ou melhor, por que não fazem um novo estatuto permitindo a reeleição? Sei lá, parece mais sincero.

Entre ontem e hoje parei para ler o programa da tal chapa EntreTantos e tentar perguntar para alguns integrantes se eles achavam certo o que estava acontecendo e o que eles achavam da atual gestão. A análise que faço de tudo o que ouvi e li é bastante desesperançosa para aqueles que pensam no dia em que os alunos da Letras serão realmente representados por aqueles que dirigem o CAELL.

Boa... Vou começar da representação! Perguntei a um dos integrantes dessa chapa (aliás, é tanta gente na chapa e apoiando a chapa, que talvez eles já tenham os 10% dos estudantes para votar e validar o pleito... to com ‘medo’!) se ele achava que o CAELL representava os alunos da Letras. A resposta dele é que a gestão do CA não tem que representar, e sim de fazer com que todos participem... Sei... Achei isso bastante esquisito, mas fui ver o que estava no manualzinho deles... bom... lá eles cobravam que entidades como a UNE e o DCE representassem de fato os estudantes. Bem contraditório, não é?! Eu até achei que foi uma derrapada da fala do ‘camarada’, mas segui em frente...

Esse mesmo rapaz mais outro que estava por ali discutiam como a greve surgiu; e eles perceberam que o que levou a mobilização foi a divulgação durante várias semanas das discussões, das informações, das formas de como podíamos combater os decretos. E a greve só estourou bem depois da Ocupação, pois foi necessário informar a todos o que estava acontecendo e isso não foi feito da noite pro dia. Aí eu perguntei pra eles: “se eles entendiam que era necessário informar às pessoas, dar base das discussões para as pessoas tomarem atitudes, por que eles queriam correr tanto com a eleição, ao invés de fazer todo processo eleitoral com o tempo necessário?” Sabem qual resposta obtive? Que a discussão já tinha sido feita, e se eu quiser mudar algo, que faça parte da chapa que já podia se considerar vitoriosa. E que construísse com eles as novas idéias! Ora, cara pálida, como assim? Só com a discussão anterior às eleições é que vou saber se eles são aqueles que vou poder confiar e cobrar depois as melhorias!

A desculpa principal para as eleições acontecerem agora é a tal da marcha a Brasília que o PSTU participará. Caramba! E o que tem a ver o aluno de Letras com isso? O cara vem argumentar que não seria legal fazer a eleição mais pra frente, pois as chapas que possuem apoio de partidos ligados ao governo teriam maior força na eleição! E eles? Não estão tendo maior força, já que eles armaram essa eleição de forma rápida para só eles estarem organizados? Mais contradição!!!

O pior não foi isso... depois resolvi debater a parte acadêmica com o tal rapaz. Meu Deus! Aí que a vaca foi pro brejo! Os caras consideram o ENEL e o EREL como eventos acadêmicos e não sabem nem da existência do FALE e do GEL! E o pior, ao invés de dar apoio aos alunos para irem ao FALE, GEL, pro próprio SIICUSP, os caras querem inventar um novo congresso sem pedir apoio para esses que já existem ou para pessoas ligadas a esses congressos mais renomados! Caramba! Eles não têm idéia do que é fazer um congresso na USP! Participei na organização de dois Simpósios, e digo que é complicadíssimo arrumar os espaços, apoio, estrutura. A USP praticamente não te dá nada pra fazer isso! Se você quer fazer um evento para umas 150 pessoas, você tem que começar a planejar pelo menos com um ano de antecedência... Eles acham que é só chegar e fazer? Podiam ter, pelo menos, a humildade de procurar a ajuda dos outros congressos ou a humildade de aceitar os outros como eficientes e mandar os alunos pra esses eventos enquanto amadurecem a idéia de um congresso organizado por alunos da Letras.

Enfim... Contradição é o que não falta! Mas o que está bem claro é que a atual gestão está se achando a última bolacha do pacote. O programa da EntreTantos faz com quem o lê confundir às vezes onde termina a Outras Palavras e onde começa a EntreTantos. E os elogios rasgados chegam a enojar quem lê. O melhor são as frases que eles soltam: “somos mais legais, por isso devemos ficar”...!?... “a gestão foi boa para o CAELL”...!?... E para os alunos? Será que contar ser bom para eles? E pro LEAL?

Mas o que mais chateia é que os caras tão achando que os grandes mentores da Ocupação foram eles! Eles abraçaram todo o processo como se eles estivessem à frente dos alunos da Letras, como se eles tivessem sido os seres iluminados que mostraram a Letras o que devia ser feito! O que vimos na verdade foram eles vendendo barato toda a mobilização na reunião anterior ao fim da Ocupação para pegar um pedaço para si do bife da USP! Quero saber que Ocupação foi vitoriosa? O ME no processo da ocupação parecia um doente em fase terminal! Deu uma melhoradinha que empolgou a todos pra logo depois morrer de vez! Como um movimento, que luta pelos direitos e o fim da corrupção, pode deixar as pessoas saquearem o prédio da reitoria, sem as denunciar! E o pior: pede para não punir esses malandros! Mini-Renans!

Parece que essa idéia de ocupação pegou na cabeça do pessoal que está no CAELL atualmente. Eles agora querem ocupar o CA de nossa faculdade, e não querem sair tão cedo de lá! Esse é um dos golpes mais medonhos que eu já vi! Não esperava ver isso na Letras. O ME morre a cada dia com esse tipo de atitude e o engraçado é que o pessoal da EntreTantos leva no peito o símbolo dessa morte, pelo menos para mim.

O Relógio da USP era para ser o símbolo principal da Ocupação se saísse vitoriosa. Mas ele é o símbolo da derrota hoje. O Relógio foi pichado, degradado e está sem funcionar. Da mesma forma está o ME, sujo, quebrado e parado no tempo!

(texto do dia 18 de outubro de 2007, postado na comunidade da Letras-USP)